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Tommy (Parte II)


Esta é a parte II do post “Tommy”, para acessá-lo, clique aqui

Dando continuidade ao conceito por trás de uma das maiores obras de Rock já feitas, só para relembrar, Tommy já foi submetido a vários “tratamentos”, porém em vão, sendo assim…

11) Do You Think It’s Alright?

A mãe de Tommy questiona o pai se a decisão de deixar o filho na companhia de seu tio, Ernie, depois das tentativas frustradas de curá-lo.

12) Fiddle About

Uncle Ernie, o tio pedófilo de Tommy é apresentado em outro momento brutal da história, onde Tommy é abusado constantemente.

13) Pinball Wizard

Nesse momento da história, apresenta-se The Local Led, o “campeão” de pinball, que então fica impressionado com o talento de Tommy com a máquina.

14) There’s A Doctor

Pequeno interlúdio, o Captain Walker anuncia que encontrou um médico que pode ajudar Tommy.

15) Go To The Mirror Boy

O médico examina Tommy e percebe que não há nada de errado fisicamente com o garoto. As ordens de “Go to the mirror boy” talvez sejam uma referencia, para Tommy sair desse outro mundo atravessando o espelho. No intimo da consciência de Tommy, ele segue a voz do médico, procurando uma maneira de encontrar o caminho para a iluminação, mas ao mesmo tempo, se afasta da saída.

16) Tommy, Can You Hear Me?

A mãe de Tommy coloca-o de frente para o espelho então (apesar de ele ser cego), porém não consegue receber nenhuma resposta.

17) Smash The Mirror

Decepcionada com mais um fracasso, Mrs Walker se revolta e quebra o espelho na frente de Tommy e…

18) Sensation

…ele começa a sentir os estímulos externos de novo, as sensações. A sua cura miraculosa o torna uma espécie de guru espiritual, e rapidamente se torna famoso, a nova sensação, quase com um aspecto de messias.

19) Miracle Cure

Os jornais passam a chamá-lo Pinball Wizard, a popularidade e o “culto” a Tommy só aumentam. Ele funda uma espécie de “assembléia”, onde tem o objetivo de iluminar todos aqueles que buscam seus ensinamentos, uma nova religião onde ele é o messias.

20) Sally Simpson

Contando brevemente a história de Sally, que foge de casa para adentrar no grupo religioso (talvez uma crítica ao fanatismo religioso aí). Um certo dia, porém, em uma confusão com a polícia, Sally é derrubada do palco e tem a face machucada. Segunda a música, a cicatriz sempre a faz lembrar de Tommy, enquanto ele se lembra apenas do dia em que seus fiéis foram a loucura.

21) I’m Free

Tommy percebe que o seu “projeto” está ficando cada vez maior, então começa a agregar pessoas para construir a sua própria “fazenda”, onde possa comportar todos os seus devotos.

22) Welcome

Chamando todos os seus fiéis para a sua “fazenda”, o clima tranqüilo, quase campestre da música são elemento importantíssimo na construção de seu discurso. Doentes, viciados, pecadores, pessoas comuns e, até mesmo…

23) Tommy’s Holiday Camp

Uncle Ernie, que passa a ajudar Tommy, mas apenas como uma boa oportunidade para abusar de seus discípulos.

24) We’re Not Gonna Take It

Com todos os recursos agora, Tommy começa a pregar para seus discípulos que a única forma de se tornarem iluminados é se tornando cegos, surdos e mudos, como ele foi. Evidentemente, esse fato não é nada bem aceito e muitas pessoas abandonam Tommy, já que os seus métodos não envolviam a cura, mas o isolamento e o trauma.

A história basicamente parece não ter um fim muito bem definido. O que teria acontecido com Tommy? Assassinado, Suicídio? Continuou pregando? Difícil dizer… A sua trajetória é tão brutal e tão real, que não seria de admirar um desfecho assim, mas muitas questões ainda ficam no ar, e, talvez por isso o álbum tenha essa aura lendária hoje em dia.

Para quem quiser saber mais, assistam o filme “Tommy”. É de 1975 e talvez seja meio difícil de encontrar, mas vale pela curiosidade, já que tem um cast selecionado da época e participação do próprio The Who! Segue o link abaixo (em inglês) com mais informações sobre o filme.

“Tommy” no IMDB

Bons sonhos, e espero que tenham gostado da nova coluna.

Rroio

Viking oriental colecionador de discos, músico frustrado e um eterno incansável explorador dos mais obscuros confins do mundo da música.

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