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Ulver – “Wars Of The Roses”


O Ulver até seu terceiro álbum era considerada uma das melhores bandas de Black Metal, mas a partir daí por uma força do destino e da ideia  tida que esse gênero não lhes oferecia mais desafios resolveram alterar drasticamente seu som para algo mais eletrônico e experimental para a revolta geral dos Tr00 Black Metallers e para a alegria dos apreciadores da boa música. A partir de então, a cada álbum lançado é uma surpresa, pois o Ulver nunca se repete e a mudança drástica já faz parte da carreira da banda.

A proposta enigmática do Ulver volta em “Wars Of The Roses”. O álbum em si não tem tantas mudanças gritantes mas como sempre há elementos que o ouvinte não espera. “February MMX” inicia o álbum mostrando um pouco das suas facetas, além da atitude bem experimental, o som contém grandes influências dos últimos trabalhos do Anathema. Um som quase triste acompanhado por um piano melancólico dá a base da música para logo depois uma parte esquizofrênica tomar conta.

“Norwegian Gothic” é uma faixa estranha, como já é de costume da banda, ela é narrada ao som ambiente de fundo, é realmente estranha e difícil de entender. A experiência começa a ficar interessante a partir da terceira faixa “Providence”, um clima bem misterioso vai preenchendo-a incrementado com vocais femininos então logo depois um dos trechos mais interessantes do disco toma posto, um fusion extremamente agonizante, liderado por um sax soturno. O fim da música é preenchido com uma trilha que se encaixaria perfeitamente em qualquer filme de suspense ou terror.

“September IV” é a mais acessível, com um sentimento profundo e relaxante, bastante calcada no post-rock. E como sempre, o Ulver tende a inovar, é a sua natureza. De repente você é surpreendido por arranjamentos eletrônicos incríveis que realmente entram em sua cabeça e te fazem perder o sentido. “England” não parece não mostrar nada de novo, apenas o que a banda já está acostumada a fazer, ela é um prelúdio para a interessante “Island”. Samples instigantes e um clima quase oriental predominam a música e como num passe de mágica ela parece se desfazer num mistério total, arranjos influenciados do IDM surgem do nada e um fim aterrorizante dá fim a ela.

“Stone Angels” é um épico de 15 minutos cheio de cultura. Ponha fones de ouvido, apague as luzes. Saber um pouco de inglês também ajudará. Num ambiente minimalista você presenciará um monologo. As chances dessa faixa parecer estranha e vaga são grandes mas o estilo do Ulver é esse, sua música é você quem tem de descobrir.

Esse disco com certeza irá dividir opiniões, assim como foi em todos os outros anteriores. Para uma banda imprevisível e muito corajosa que é o Ulver, isso acaba sendo inevitável, vai do gosto e do entendimento de cada um e também de qual forma sua música será interpretada. A banda lança mais uma vez as cartas, basta saber o que você irá fazer com elas. Boa sorte.

Wars Of The Roses Ulver

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Tracklist

1. February MMX
2. Norwegian Gothic
3. Providence
4. September IV
5. England
6. Island
7. Stone Angels

Lineup

Kristoffer Rygg - Vocal
Tore Ylwizaker - Teclado
Daniel O'Sullivan - Guitarra / Baixo / Teclado
Ole Alexander Halstensgård - Efeitos Eletrônicos
Tomas Pettersen - Bateria
Attila Csihar - Vocal
Emil Huemer - Guitarra
Trond Mjøen - Guitarra / Baixo
Anders Møller - Percussão
Steve Noble - Bateria
Daniel Quill Violino
Siri Stranger - Vocal
Stephen Thrower - Clarinete
Alex Ward - Clarinete
Stian Westerhus - Guitarra
Andrew Rosario

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