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One Man Army And The Undead Quartet – “The Dark Epic…”


Capitaneado pelo vocalista Johan Lindstrand, o One Man Army And The Undead Quartet foi  formado após o primeiro encerramento das atividades da lenda sueca The Crown. Imediatamente assinando com a Nuclear Blast, a nova banda começou grande, figurando como destaque entre público e crítica já na época de seu debut, graças à vigorosa mistura de Death e Thrash Metal.

Eles chegam agora ao quarto álbum, “The Dark Epic…”, pela Massacre Records, mantendo o cuidadoso trabalho na produção, gravação e arte gráfica (coincidência com “V de Vingança” é pouca), marcas já características nos seus discos.

O Thrash Metal dos mais estúpidos (no bom sentido) com aquela ótima influência do Death Metal já abre o disco com a pancada “Stitch”, no melhor estilo raise-your-fuc*in’-fists-in-the-air-and-scream-out-loud. Aliás, é incrível como o One Man Army sempre conseguiu inserir melodias cativantes, a serem cantadas a plenos pulmões, algo que muitas bandas mais pesadas e extremas se esquecem às vezes. Muito interessante também como o próprio instrumental combina com o clima feito pelo trabalho gráfico, criando uma ambientação perfeita em conjunto com o conceito do álbum (algo que eles fizeram nos anteriores, aliás). “The Zombie Syndrome (Of Acid & Man)” traz riffs mais cadenciados e uma música ainda mais melódica, aproximando consideravelmente do MeloDeath dos anos 90 em alguns momentos, enquanto “Inside The Head Of God” lembra muito uma versão mais Death Metal dos espetaculares últimos trabalhos do Exodus. A épica “Sandman Apocalypse”, com mais uma letra fantástica mistura novamente o Thrash Metal com o MeloDeath feito no início da carreira por bandas como In Flames e Dark Tranquillity, enquanto a politicamente incorreta “The Pleasures Of Slavery” é um dos momentos mais brutais do álbum (em todos os sentidos).

O clima insano continua em “Skeletons Of Rose Hall”, daquele jeito que não sobra um segundo de tranqüilidade sequer para tomar fôlego, ainda mais que “Devil’s Harlot” vem em seguida com o mais puro Thrash Metal, que sinceramente não deve em nada para as clássicas ainda em atividade. A semi-instrumental faixa título é um capítulo a parte nessa obra: com quase nove minutos de duração, a banda caminha naturalmente pelas mais diversas influencias, em alguns momentos lembrando as idéias sinistras de Jeff Waters no Annihilator, criando um ambiente incrível, mesmo sem letras propriamente ditas. O álbum fecha com “How I Love To Kill You”, pesada, direta, rápida, que mantém a adrenalina lá em cima, que deixam o ouvinte ainda desorientado e com aquele pensamento de “já acabou?”

Se o último álbum deles (“Grim Tales”, de 2008) não foi lá um sucesso, talvez pela repetição exagerada de idéias ou pelo pouco tempo que tiveram para compor e lançar (foi lançado um ano depois de “Error In Evolution”, e entre ele e “The Dark Epic” temos três anos), o novo álbum surpreende, com músicas coesas, extremamente bem compostas e encaixadas, letras belíssimas (para o estilo, claro) e um ritmo simplesmente alucinante, que praticamente remove o oxigênio do seu cérebro e hipnotizam com o nível dos riffs. Definitivamente, um grande álbum de 2011.

(E eu acabei de ver que a banda está On Hold. Não lembro se já tinha visto, mas… muito triste)

 

01. Stitch
02. The Zombie Syndrome (Of Acid & Man)
03. Inside The Head Of God
04. Sandman Apocalypse
05. The Pleasures Of Slavery
06. Skeletons Of Rose Hall
07. Devil’s Harlot
08. Dark Epic
09. How I Love To Kill You

Lineup:

Johan Lindstrand – Vocal
Jonas Blom – Guitarra
Mattias Bolander – Guitarra
Robert Axelsson – Baixo
Marek Dobrowolski – Bateria

Nota 10

One Man Army And The Undead Quartet

The Dark Epic… One Man Army And The Undead Quartet

Tracklist

Lineup

Rroio

Viking oriental colecionador de discos, músico frustrado e um eterno incansável explorador dos mais obscuros confins do mundo da música.

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