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Megadeth – “Th1rt3en”


Ah, Megadeth. Um dos grandes nomes do Thrash Metal Bay Area, a banda passou de vingança pessoal de Dave Mustaine a um dos membros do panteão do Metal. Entre idas e vindas, “Th1rt3en” é o décimo terceiro (claro) álbum da banda, e marca pelo retorno do baixista Dave Ellefson, o primeiro desde “The World Needs A Hero”.

Produzido pelo próprio Mustaine em parceria com Johnny K no Vic’s Garage, a campanha massiva de marketing que eles fizeram ao redor do disco e todos os significados do número 13 davam uma centelha de esperança do que viria por aí. Ou talvez não…

“Sudden Death”, faixa que abre o álbum já mostra um Megadeth com os dois pés cravados e imóveis no mesmo estilo que vem fazendo nos dois últimos álbuns. Porém, parece ser uma escolha meio errada para abrir o disco: mesmo com bastante peso e ótimos licks de guitarra, a música não tem punch suficiente pra empolgar logo de cara, deixando os cinco minutos de duração um pouco cansativos. O single “Public Enemy Nº 1” já começa a mudar um pouco isso, com uma levada que remete claramente às músicas do Mustaine do início dos anos 90, misturado com a sonoridade atual deles, enquanto “Whose Life (Is It Anyways)” traz mais um pouco do clássico híbrido entre Thrash e Heavy clássico que eles sempre fazem. “We The People”, em seguida, traz uns riffs um pouco mais grooveados, mas não chega nem perto de convencer ou empolgar, assim como “Guns, Drugs & Money”, que tirando algumas raras partes do refrão e a letra diferente (para os padrões Megadeth), soa perdida no álbum (ela poderia ser muito melhor, na verdade). Outra música liberada antes do lançamento, “Never Dead” mata um pouco a saudade da pegada mais Speed que a banda tinha nos primórdios e que foi se perdendo cada vez mais com o tempo, sendo aqui um dos (poucos) destaques do álbum, enquanto que “New World Order” é praticamente um atentado a quem compra o disco. Claramente uma música feita apenas pra completar o tracklist do álbum, com pouca inspiração, onde nem mesmo os backing vocals a lá anos 80 e a parte instrumental final salvam a música (na realidade é um “resto” do Youthanasia).

Por sorte, mais riffs bem feitos e um pé mais fundo no acelerador ditam a regra em “Fast Lane”, em uma música que não chega a ser ótima, mas é bem agradável e ajuda a levantar o ritmo do álbum de novo, algo que “Black Swan” também faz, e com maestria, em mais uma ótima faixa de “Thirt3en”, dessa vez apostando mais na melodia (quase Hard Rock!), já que Dave Mustaine resolve realmente cantar a letra em vez de resmungar boa parte dela. “Wrecker”, porém, soa novamente como mais uma música…. hum… “bobinha”, no disco. Versos escritos a esmo e praticamente sem nenhuma passagem memorável, enquanto “Millenium Of The Blind”, a soturna balada do disco consegue puxar mais um pouco a atenção do ouvinte, principalmente por unir belos solos de guitarra com aqueles clássicos acordes acústicos inusitados de Thrash Metal. A próxima, “Deadly Nightshade” é mais uma música que não chega a ter um destaque real e passa despercebida tranquilamente na audição, mas é graças a faixa título “13” que o álbum não se encerra de maneira desgraçada. Apesar dos escorregões ao longo das 12 anteriores, o clima sombrio e a letra bem pensada fecham o 13º trabalho do Megadeth de forma interessante.

Ok, de longe não é o melhor álbum da carreira do Mustaine. Aliás, ele fica muito longe disso, e podemos afirmar com certeza que desde a “volta” da banda desde “The System Has Failed” é o disco mais inconsistente. Parece que a fórmula que a banda adotou começa a se apresentar meio cansada e estagnada, pois é o evidente aqui em “Th1rt3en”.

Obs. 1: Não é o melhor álbum desde “Rust In Peace”, como Dave Mustaine promete a cada disco.

Obs. 2: Sem comparações com o “Lulu”. Obrigado.

01. Sudden Death
02. Public Enemy Nº 1
03. Whose Life (Is It Anyways?)
04. We The People
05. Guns, Drugs & Money
06. Never Dead
07. New World Order
08. Fast Lane
09. Black Swan
10. Wrecker
11. Millenium Of The Blind
12. Deadly Nightshade
13. 13

Nota 5

Megadeth

Th1rt3en Megadeth

Tracklist

Lineup

Rroio

Viking oriental colecionador de discos, músico frustrado e um eterno incansável explorador dos mais obscuros confins do mundo da música.

Uma resposta para “Megadeth – “Th1rt3en””

  1. Simbalaisimbalaim disse:

    Eu achei que o álbum mereceu mais,não foi essencial pro megadeth nem nada,mas pelo menos um 7 ou 8,realmente achei ele muito foda.Mas cada um com seu cada um

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