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Evile – “Five Serpent’s Teeth”


O Evile surgiu em 2004 em meio às bandas do chamado movimento Thrash Revival, juntamente com bandas como Warbringer e Suicidal Angels, apenas para citar algumas. Os ingleses conseguiram debutar e atrair uma grande atenção da crítica especializada com  “Enter The Grave”, sendo considerados aqueles que levariam todo o estilo nas costas. Pois bem, em meio a tragédias e sucessos, a banda lançou o igualmente aclamado “Infected Nations” e volta agora em 2011 com o terceiro álbum “Five Serpent’s Teeth”.

Produzido novamente por Russ Russell, o álbum foi lançado pela Earache Records no dia 26 de setembro, e como a própria capa já denunciava, trazendo um som um pouco mais carregado.

A introdução soturna (bem Metallica anos 80) introduz a faixa título “Five Serpent’s Teeth”, com seus riffs que não devem em nada para Gary Holt e Dave Mustaine (possivelmente os dois maiores riffmakers do estilo) e um vocal que lembra bastante um James Hetfield no seu auge, apenas um pouco mais melódico. Aliás, há de se destacar que a voz de Matt Drake vem melhorando consideravelmente a cada trabalho novo do Evile, criando um estilo mais próprio. “In Dreams Of Terror”, em seguida parece puxar um pouco mais para o lado Overkill do negócio, apostando em ritmos um pouco mais simples, com pequenas intervenções melódicas no seu decorrer que a engrandecem em muito, enquanto “Cult” é perfeito para os saudosistas de Metallica. “Eternal Empire” resgata o lado mais cadenciado do Thrash oitentista (meio Testament), novamente apostando nas melodias perfeitamente encaixadas, assim como “Xaraya”, música em mid-tempo, com aqueles riffs perfeitos para destruir o pescoço cadenciadamente.

A sexta música, “Origin Of Oblivion” traz uma influência um pouco mais forte de Death Metal em alguns de seus riffs e uma presença maior do lado germânico do estilo, contrastando de forma bem eficiente com os vocais melódicos. O mesmo acontece na épica “Centurion”, unindo o Thrash Bay Area deles com uma temática diferente, chegando a lembrar o Trivium do álbum “The Crusade”, principalmente pela versatilidade vocal, enquanto “In Memoriam”, balada bem ao estilo Metallica em homenagem a Mike Alexander, baixista original da banda que faleceu em 2009 enquanto eles estavam em turnê pela Suécia. Detalhe interessante que Tony Drake, pai dos irmãos Matt e Ol, toca o primeiro (e belíssimo) solo de guitarra nessa música. A rifferama que se segue com “Descent Into Madness” lembra bastante o estilo de Jon Schaffer (Iced Earth), colocando ela como um dos melhores e mais pesados momentos do álbum e perfeita para ser tocada ao vivo. Encerrando o trabalho, vem “Long Live New Flesh”, na melhor forma possível: sem tirar o pé do peso e da velocidade um segundo sequer, sem descanso para o ouvinte que nessa hora já deve ter deslocado algumas vértebras.

Com o “Five Serpent’s Teeth”, o Evile consegue dar um passo a frente em relação às outras e liderar as bandas do Thrash que surgiram nos últimos anos, afinal de contas, eles estão se dando muito bem em aderir novos elementos ao seu som, criando uma identidade própria, compondo músicas que agradam aqueles que buscam o lado mais pesado, mas também com forte apelo melódico, fazendo com que não fiquem devendo em nada para os clássicos que sobreviveram até hoje.

01. Five Serpent’s Teeth
02. In Dreams Of Terror
03. Cult
04. Eternal Empire
05. Xaraya
06. Origin Of Oblivion
07. Centurion
08. In Memoriam
09. Descent Into Madness
10. Long Live New Flesh

Line-up

Matt Drake – Vocal / Guitarra
Ol Drake – Guitarra
Joel Graham – Baixo
Ben Carter – Bateria

Nota 9

Evile

Five Serpent’s Teeth Evile

Tracklist

Lineup

Rroio

Viking oriental colecionador de discos, músico frustrado e um eterno incansável explorador dos mais obscuros confins do mundo da música.

Uma resposta para “Evile – “Five Serpent’s Teeth””

  1. Minea Nunes disse:

    Só faltava o link do vídeo (mais porque minha net é lenta mesmo e evito ficar buscando no Youtube pra não ficar na lerdeza apocalíptica aqui do que por preguiça). Se meu amigo não conhecer essa banda, vou mandar o link pra ele agora. 😀

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