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Álbuns de 2012 que ficaram pra trás (Janeiro e Fevereiro) Parte I


Como vocês sabem, a quantidade de lançamentos nesse começo de ano está frenético. Em Janeiro tivemos dezenas de lançamentos, em Fevereiro mais, e em Março chegou a uma situação simplesmente inumana. Sendo assim, a lista de álbuns para ouvir/comprar/resenhar estava maior do que o esperado.

Então, para não deixarmos tudo ainda mais atrasado e a bola de neve aumentar, resolvemos fazer um post resumo com álbuns NÃO Prog lançados nos dois primeiros meses, que não foram citados aqui no Progcast e que provavelmente muita gente deixou passar em branco e não ouviu.

Duas listas com 12 álbuns cada, certo? Vamos lá!

Aborted – “Global Flatline”

Os belgas são um dos nomes mais expressivos do Death Metal e uma das mais influents da nova geração. Apesar das dezenas de trocas de formação, o vocalista Sven de Caluwé é o único membro original remanescente e com um lineup completamente renovado (com ex-membros do grande Abigail Williams) eles chegam ao sétimo álbum, mais um grande trabalho extremo de 2012.

Asphyx – “Deathhammer”

 

O maior exponte da música extrema holandesa, o Asphyx traz a sempre competente fórmula de alternar entre o Death Metal direto na cara e o mais arrastado e mórbido Doom Metal. Um tanto quanto agonizante e desesperador em alguns momentos, e exatamente por isso muito bom.

Attack Attack! – “This Means War”

Talvez algumas pessoas ainda se incomodem com o visual dos integrantes, muitas vezes deixando de ouvir várias delas por causa disso e não da música. Ok, o visual deveras colorido do Attack Attack! Incomoda? Talvez sim, mas “This Means War” é até um álbum agradável para quem já está familiarizado com o estilo (apesar de boa parte da crítica ter destruído por não trazer nada de novo – e ele realmente não traz, mas e daí?).

Avatar – “The Black Waltz”

Uma das bandas mais obscuras do MeloDeath sueco, o estilo desses caras sempre teve um toque meio teatral, graças ao ótimo jogo de vocais e a incursão de outros estilos (como Hard Rock) dentro da sua sonoridade (o seu disco autointitulado, aliás, é um dos grandes trabalhos dessa vertente). Em “The Black Waltz” eles dão um passo além, atingindo algo que parece uma mistura bizarra entre Soilwork, Alice Cooper e Marylin Manson, que leva um certo tempo para ser absorvida, mas a partir do momento em que você entende a proposta do disco você percebe a riqueza dos detalhes e como eles não tiveram nenhum receio em arriscar.

Azaghal –” Nemesis”

Black Metal sujo, profano, gélido, visceral, e… bem… é tudo muito padrão aqui (da capa, ao visual até as letras), então só serve para quem realmente é fã do estilo (ou dos finlandeses mesmo…).

Beneath The Massacre – “Incongruous”

O terceiro álbum destes canadenses é um passo realmente gigantesco na sua sonoridade: ao contrário de outros contemporâneos, o Brutal Death Metal do quarteto chega a soar até agradável, com uma produção cristalina e bem encaixadas mudanças de andamento. Para ter um referencial, eles soam como um Behemoth sem o fator épico.

Bleeding Through – “The Great Fire”

Banda de hardcore californiana, o Bleeding Through tem o mérito de incluir várias influências de forma natural no seu som, flertando em vários momentos com o MeloDeath, Metalcore e até alguma coisa de Symphonic Black Metal. E no seu sétimo álbum eles caminham quase que de mão dadas com esse último, lançando um dos seus discos mais diretos e extremos.

Dunderbeist –”Black Arts & Crooked Tails”

Ainda bem underground, esses noruegueses já tem quatro álbuns no currículo e ficaram conhecidos na sua terra natal por pegar passagens de músicas conhecidas e inserir nas suas próprias composições, além da performance teatral nos shows (todos de roupa social e com máscaras). “Black Arts & Crooked Tails” saiu como destaque na Classic Rock de alguns meses atrás e segue uma linha que parece “Mastodon meets Volbeat”. Ou seja, diversão garantida nesse que também é um dos melhores álbuns de 2012.

Earth – “Angels Of Darkness, Demons Of Light II”

Banda experimental/Drone capitaneada pelo guitarrista Dylan Carson e na ativa desde 1989, lança o seu sétimo álbum, que inclusive foi gravado nas mesmas sessões do anterior, de 2011. Trabalho meio confuso, catastrófico e um tanto quanto aterrorizante, mas vale muito a pena ser conferido.

Ektomorf – “The Acoustic”

Ok, talvez eles realmente sejam o Sepultura húngaro (a influência nunca foi escondida), mas analisando friamente, o som do Ektomorf é muito interessante e com muitos elementos próprios. Esse novo trabalho é constituído apenas de releituras de suas músicas no formato acústico, algumas inéditas, além da releitura de dois clássicos: “Simple Man” (Lynyrd Skynyrd) e “Folsom Prison Blues” (Johnny Cash).

El Caco – “Hatred, Love & Diagrams”

Hard Rock também vindo na Noruega, o El Caco traz também alguns elementos dos anos 70, uma produção perfeitamente acertada e um feeling carregadaço, bem diferente do que se vê por aí. Outro ótimo disco de 2012? Definitivamente! E uma das melhores bandas da última década.

Freedom Call – “Land Of The Crimson Dawn”

Formado no apoteótico ano de 98 em meio a grande onda de Power Metal na Alemanha, o Freedom Call sempre foi uma das mais melódicas, e quatorze anos depois eles praticamente mantém o seu som intacto. Algumas pessoas podem alegar que eles estão parados no tempo, que o estilo está morto, que a música não funciona mais hoje em dia, parará piriri pororó. Novamente a questão: E daí? Quem cresceu ouvindo esse estilo ainda se identifica e consegue aproveitar.

ElCaco

Álbuns de 2012 que ficaram pra trás (Janeiro e Fevereiro) Parte I

Tracklist

Lineup

Rroio

Viking oriental colecionador de discos, músico frustrado e um eterno incansável explorador dos mais obscuros confins do mundo da música.

3 respostas para “Álbuns de 2012 que ficaram pra trás (Janeiro e Fevereiro) Parte I”

  1. João Lucas disse:

    EITA, UM MONTE DE BANDA DOS CAPETA. Aê esse novo do Freedom Call tá o bixo mesmo. Vcs exageraram nos guturais nessa lista hein, hehe, não que seja ruim, "pra quem gosta, é bom".

    Alguma dica de banda pra eu me iniciar no death metal? Eu odeio vocais guturais, más tem muitos discos atuais do genero sendo elogiados. Aí eu queria dar uma chance pra essa pataquada. Enfim… até.

    • Rroio disse:

      Eaí João!

      Essa parte ficou bem mais pesada mesmo… mas não foi intencional! HAHAHA

      Quanto a bandas de Death Metal… bom, se você não está familiarizado com guturais, tente começar com bandas que alternam vocais limpos com mais agressivos, por exemplo Opeth e Dark Tranquillity (duas das minhas bandas favoritas). Tem outras bandas que fazem um som BELÍSSIMO também, aonde o gutural ajuda, como Moonspell, Rotting Christ e Septicflesh.

      É um bom começo =]

  2. Minea Nunes disse:

    Nossa, Freedom Call! HAHAHAHAHHAAH

    Fazia tempo que não ouvia isso, tá massa essa música recomendada aí.

    Ouvi um monte de bandas que nunca ouvi falar na vida nas duas listas e resolvi comentar nessa.

    Eu curti muito essa de hard rock também. Impossível lembrar de todas, mas aos pouquinhos vou vendo. Queria que aparecesse algum lançamento surpreendente de uma de gothic com vocal masculino, mas tá complicado. ;/

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