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Terminus: Whitesnake – “Forevermore”


O Whitesnake é uma das grandes bandas do Hard Rock farofento e mela cuecas dos anos 80 que tem conseguido se manter não apenas em grande nível de reconhecimento, como prossegue lançando álbuns cada vez mais atualizados e “adaptados” ao seu tempo.

Três anos depois do bom “Good To Be Bad”, a trupe capitaneada por David Coverdale retorna com o álbum “Forevermore”, dessa vez contando com o baixista Michael Devin e o baterista Brian Tichy, além dos grandes Doug Aldritch e Reb Beach, nas guitarras.

A primeira curiosidade sobre esse álbum é que apenas duas das 13 músicas tem “LOVE” no seu nome, algo inusitado tratando se de Coverdale. Porém, não se enganem, basicamente todas as músicas tratam desse tema, então vamos lá começar a melação.

“Steal Your Heart Away” abre o album com uma pegada mais Rock’n’Roll clássico, com direito a gaitas e uma ótima levada bluesy, resultando em um grande refrão, e “All out Of Luck” surpreende pelo uso de uma voz mais grave em determinados momentos e a sua levada Aerosmithiana nos riffs. As próximas “Love Will Set You Free” e “Easier Said Than Done” são praticamente uma ode aos anos 80, tamanha a quantidade de neons e roupas estampadas que a música faz lembrar, sentimento quebrado pela mais tristonha “Tell Me How”, que não chega a ser uma balada, mas pisa um pouco no freio do ritmo do disco. Em seguida, “I Need You (Shine A Light)” é uma música das mais babacas, no melhor estilo KISS dos anos 80, mas que conseguem ficar na sua cabeça por algum tempo, algo que só o Hard farofa proporciona, a exemplo da balada “One Of These Days”, um dos grandes destaques do disco com a sua levadinha POP.

Outro destaque do álbum fica a cargo de “Love And Treat Me Right”, uma séria candidata a clássico com o seu refrão extremamente feliz e com uma letra simples, mas que com certeza agitará multidões nos shows. “Dogs In The Street” é mais uma tipicamente anos 80, mas dessa vez usando bandana, jaqueta de couro e luvas sem ponta, um pouco mais malvadinha, por assim dizer, mas logo se percebe que foi apenas um relapso, pois “Fare Thee Well” é mais uma balada da banda, feita para cumprir contrato, pois, apesar de muito boa, nunca substituirá os clássicos nos shows. E agora vem o maior destaque do disco: a zeppeliana “Whipping Boy Blues”, onde Coverdale solta a voz com vontade como a 30 anos atrás, além do instrumental INSPIRADÍSSIMO. Depois disso, eles pagam de malvados de novo com a puramente Rock’n’Roll “My Evil Ways”, com um dos melhores solos EVER do Whitesnake, encerrando logo em seguida o álbum com a faixa título, com seus mais de sete minutos de duração, que passam de balada a um final épico e de longe uma das melhores deste álbum, não podendo ter final melhor.

Mesmo com o suposto renascimento do Hard Rock capitaneado por algumas bandinhas européias de Sleaze, Glam e tal, nenhuma delas consegue nem chegar aos pés dos dinossauros como Whitesnake. Nesse caso, a experiência conta… e muito.

01. Steal Your Heart Away
02. All Out Of Luck
03. Love Will Set You Free
04. Easier Said Than Done
05. Tell Me How
06. I Need You (Shine A Light)
07. One Of These Days
08. Love And Treat Me Right
09. Dogs In The Street
10. Fare Thee Well
11. Whipping Boy Blues
12. My Evil Ways
13. Forevermore

Nota 8

Terminus: Whitesnake – “Forevermore”

Tracklist

Lineup

Rroio

Viking oriental colecionador de discos, músico frustrado e um eterno incansável explorador dos mais obscuros confins do mundo da música.

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