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Álbuns de 2011 “Deixados Para Trás” – Parte 1


Saudações, Proggers!

Como vocês bem sabem, o ritmo de lançamentos de 2012 está frenético, muito mais do que os anos passados. Então, para não atrasar ainda mais a agenda (sim, por incrível que pareça, nós temos uma), a partir da semana que vem, os reviews tanto na coluna Neo Partus quanto na Terminus serão apenas de álbuns lançados nesse ano.

Por isso, alguns álbuns de 2011 acabaram ficando sem review e seria injustiça ao menos nem falar sobre eles. Por isso, preparei essa série de três posts com 30 álbuns do ano passado que não foram resenhados. Espero que vocês aproveitem alguma coisa.

A lista está em ordem alfabética e não, não são só bandas Prog =]

Absu – Abzu

O trio Americano chega ao seu sexto álbum cada vez mais aprimorando a fórmula de Black e Thrash Metal dos últimos álbuns. Em “Abzu”, o sentimento épico está ainda mais evidente, o que com certeza é um passo a mais na carreira dos caras. O maior destaque do álbum com certeza é a epopéia de 14 minutos “A Song For Ea”.

Amorphis – The Beginning Of Times

Na hora de coletar os álbuns que entrariam para essa relação que notei que “The Beginning Of Times” não havia sido resenhado. Foi realmente um lapso de razão, já que Amorphis é a minha banda finlandesa favorita, ao lado do Sentenced, e o décimo trabalho de estúdio deles é o mais belo álbum desde o clássico “Tuonela” (não que os anteriores não o sejam, longe disso, aliás).

Andromeda – Manifest Tyranny

O Andromeda é uma banda sueca de Prog Metal que teve um considerável destaque no início da década de 2000, quando o estilo estava no ápice da popularidade. Mas nos últimos anos, infelizmente eles parecem ter adquirido um status de “cult”, tanto que poucas pessoas comentaram sobre “Manifest Tyranny”, o seu quinto álbum.

Born Of Osiris – “The Discovery”

O Deathcore desses americanos de Chicago teve considerável destaque no ano passado pela forte veia Progressiva nesse disco, com direito a passagens extremamente técnicas e o uso de sintetizadores em meio ao caos sonoro.

Brand New Sin – United State

Uma das bandas mais legais de Southern Metal na ativa (mas que infelizmente tem ficado cada vez mais obscura), o Brand New Sin consegue misturar aquela pegada Black Label Society mas com o Southern clássico do Lynyrd Skynyrd mais em evidencia ao invés do Metal. “United State” escancarou bem mais o lado Hard Rock dos caras, remodelando o som deles de um jeito bem interessante.

Children Of Bodom – Relentless Reckless Forever

Algumas pessoas alegaram que o Children Of Bodom mudou bastante nesse disco. Bom, particularmente, o CoB em “Relentless Reckless Forever” é o mesmo de sempre: aquele Power Metal extremo com os vocais berrados, riffs e solos virtuosos e a sempre agradável tecladeira infernal, que até retoma mais da agressividade dos primeiros álbuns. Apesar de ser um disco bem curto, é exatamente aquilo que os fãs esperavam deles, o que é ótimo.

Cynic – Carbon-Based Anatomy

Essa é possivelmente uma das bandas mais cults da história tanto do Metal extremo quanto do Prog moderno. Com uma conturbada história, o Cynic já havia marcado o seu nome com o clássico “Focus”, de 1993, encerrando as atividades um ano depois e retomando só em 2006, para alguns shows. Depois do lançamento de “Traced In Air” em 2008, a banda tem lançado EPs anualmente, e “Carbon-Based Anatomy” é um deles:Prog Death com influência fortíssima de Fusion, basicamente além da compreensão humana. Tem que ouvir para entender (ou não).

Death Destruction – Death Destruction

Uma das maiores promessas do Metal sueco, que foi tão comentada lá por 2009, o Death Destruction era um dos projetos mais aguardados, por contar com ex-membros do Evergrey, que abandonaram o barco de Tom Englund para se comprometer com um estilo completamente diferente. Pois bem, o debut foi lançado e muito pouco foi falado sobre ele, o que é uma pena, pois é um disco muito bom, calcado no Groove Metal, bem americanizado e com uma das melhores performances de Jimmie Strimell nos vocais.

Destruction – Day Of Reckoning

Mais que inexplicavelmente não teve as suas músicas destrinchadas durante o ano passado por alguma razão. De qualquer forma, basicamente não tem o que falar sobre o Destruction. Cada novo trabalho deles é satisfação garantida pra todos que gostam daquele Thrash Metal rápido, sem firulas, direto na cara. “Day Of Reckoning” também tem um dos melhores e mais agressivos trabalhos de arte de toda a carreira de Schimier e Cia.

DevilDriver – Beast

Mais uma banda Americana nessa lista, o projeto do vocalista Dez Fafara formado quando o Coal Chamber estava para entrar em hiato conseguiu modelar o seu som ao longo dos anos, saindo do altamente Nu Metal até a sonoridade apresentada em “Beast”, o quinto álbum de estúdio, que caminha entre o Groove Metal e o MeloDeath.

Amorphis

Parte 1 Álbuns de 2011 “Deixados Para Trás”

Tracklist

Lineup

Rroio

Viking oriental colecionador de discos, músico frustrado e um eterno incansável explorador dos mais obscuros confins do mundo da música.

Uma resposta para “Álbuns de 2011 “Deixados Para Trás” – Parte 1”

  1. Legal, vou dar uma olhada nesses. É lançamento demais, todo ano, não dá pra acompanhar tudo. Gostei de algumas coisas desse novo do Cynic (ótima banda), mas até hoje não consegui ouvir com a devida atenção.

    Abs,

    Rafael

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