Progcast - Sua Dose Semanal de Rock Progressivo

Álbuns de 2011 “Deixados Para Trás” – Parte 3


Red Fang – Murder The Mountains

Mais um nome ascendente no cenário Stoner (muito legal como esse estilo está em evidência nos últimos tempos!), o Red Fang chega ao seu segundo trabalho com uma boa evolução em relação ao debut autointitulado, com boas doses de Mastodon (sem soar como uma cópia barata). Mas o mais importante é como eles conseguem soar empoeirados e atuais ao mesmo tempo, sempre com aquela generosa dose de bom humor.

Root – Heritage Of Satan

Possivelmente vocês nunca ouviram falar do Root, uma banda na ativa desde 1987, de uma era que é conhecida por alguns mais aficionados pelo estilo como “a pré-segunda-onda-do-black-metal”, algo como o elo perdido entre Bathory, Venom, e o que viria a seguir. O mais interessante no Black Metal desses tchecos é que eles têm um estilo realmente peculiar, calcado em vocais limpos, melodias com um approach bem gótico, menos extremo e mais cadenciado. E ao mesmo tempo é caótico e sinistro como qualquer outra banda do estilo. “Heritage Of Satan” é o nono álbum dos caras.

The Black Keys – El Camino

A dupla Dan Auerbach e Patrick Carney é a responsável por trazer boa parte dos holofotes do mainstream para o Rock com a intensidade de outras épocas. O Blues Rock sujo, simples, direto e que mais parece ter sido gravado em um velho walkman, com flertes de Rock alternativo e “indie” realmente tem mérito e faz jus ao reconhecimento. “El Camino” parece ser um álbum ainda mais “de garagem”, e exatamente por isso é ótimo.

The Devil’s Blood – The Thousandfold Epicentre

Mais uma banda que vem tendo uma atenção cuidadosa por parte daqueles que cultuam o Rock das décadas de 60 e 70, o The Devil’s Blood, com sua música soturna, regada a banhos de sangue e uma frontwoman que é o grande diferencial da banda, lança “The Thousandfold Epicentre”, um disco com uma pegada um pouco mais limpa e “leve” em relação aos discos anteriores. Mas não por isso deixa de ser carregadaço.

The Human Abstract – Digital Veil

Esses americanos chamaram a atenção do público do Prog quando começaram a incluir algumas passagens neo-clássicas em meio ao seu Prog Metalcore no álbum “Midheaven”, de 2008. Essa fórmula bem interessante foi um pouco mais bem trabalhada em “Digital Veil”, seu terceiro trabalho, que esbarra até um pouco no Djent, melhorando ainda mais o que já era bom. Infelizmente, aparentemente a banda está em hiato por conta de brigas internas.

The Project Hate MCMXCIX – Bleeding The New Apocalypse (Cum Victriciis In Manibus Armis)

Oitavo album dessa banda sueca de Industrial Death Metal (apesar de esse título não fazer jus a todos os elementos que compõe a música dos caras), “Bleeding The New Apocalypse” é mais um capítulo muito interessante na discografia. Apesar de algumas reclamações sobre a nova vocalista, ela cumpre muito bem o papel, fazendo os já característicos jogos de vozes alternadas de forma muito bem elaborada.

The Tedeschi Trucks Band – Revelator

Não tem nem o que falar desse álbum. Um dos mais bonitos discos da história do Southern Rock.

To Die For – Samsara

Ok, talvez as más línguas insistirão que o To Die For nada mais é do que uma cópia genérica da mistura de HIM e Sentenced que dezenas de bandas fizeram na Finlândia no final da década de 90 e início dos anos 2000. E realmente, eles são. Mas isso não torna “Samsara” um disco ruim, principalmente em uma época em que bandas daquele estilo Gothic Rock/Metal exageradamente romântico estão cada vez mais raras…

Unearthly – Flagellum Dei

Uma das bandas nacionais de maior expressão e ascensão no país nos últimos anos, o Unearthly vem construindo a sua própria identidade e escrevendo o seu nome no estilo gradativamente com o passar dos discos. Em “Flagellum Dei” eles conseguiram unir uma produção incrível com a brutalidade de sempre, lançando o melhor disco de música extrema por uma banda brasileira em 2011.

 

Vektor – Outer Isolation

Desde a arte dos discos, o logo, o título das músicas e o instrumental, o Vektor se assemelha, e MUITO, ao Voivod. É inegável a influência, o que de forma alguma é negativo, já que esses americanos conseguem utilizar-se muito bem disso e praticamente remodelar o Prog Thrash de Piggy e Cia para uma roupagem um pouco mais atualizada.


Bom, é isso aí. 30 álbuns que não foram resenhados em 2011. Acham que algum ficou de fora dessa lista e deveria ter entrado? Deixe nos comentários!

Vektor

Álbuns de 2011 “Deixados Para Trás” – Parte 3

Tracklist

Lineup

Rroio

Viking oriental colecionador de discos, músico frustrado e um eterno incansável explorador dos mais obscuros confins do mundo da música.

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