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Morbid Angel – Illud Divinum Insanus


Retorno da banda aos estúdios depois de 8 anos, também marca a volta do baixista e vocalista David Vincent após 16 anos fora, “Illud Divinum Insanus” foi bem aguardado pelos fãs de música extrema e, exatamente por isso, deve ter causado tanta polêmica.

Lançado em 6 de Junho (não deve ter sido escolhida a esmo), é o nono disco do Morbid Angel e já começa errado no seu título: aparentemente, a intenção é que se chamasse “Estes Deuses Insanos”, mas a tradução literal é algo como “Esta coisa divina, um homem insano” (a título de curiosidade, o título que a banda realmente procurava é “Illa Divina Insana”). Pois bem, não vamos perder mais tempo do que já perdemos ouvindo o disco.

Após a longa introdução a lá Rotting Christ “Omni Potens” (que provavelmente será usada ao vivo) vem “Too Extreme!” (sim, com ponto de exclamação) que me fez perguntar de que tanto as pessoas vinham reclamando desse disco, afinal de contas, aparentemente não tem nada errado, tirando algumas passagens que parecem trilha sonora daqueles filmes do Godzilla da década de 60 e o som da guitarra extremamente abafado (na verdade, quase inaudível em 90% da música). “Existo Vulgoré” e “Blades For Baal”, com seus blastbeats também não trazem nada de estranho ao mesmo ritmo que não têm nada de espetacular como músicas de Death Metal (aliás, o trigger de bateria chega a irritar em algumas partes). Sons de algum show ao vivo iniciam “I Am Morbid”, uma música que com certeza seria um clássico se lançada anos atrás. A sua levada cadenciada, quase um híbrido de AC/DC com New Metal traz o primeiro momento realmente interessante e digno de nota do disco, fugindo do padrão extremo, assim como o riff bem Savatageano de “10 More Dead” (ouçam o álbum “The Wake Of Magellan” e entenderão), mas cujo refrão flerta novamente com o New Metal que foi moda lá pelos idos de 2005, 2006, e depois dá uma guinada brusca sem sentido, como se virasse uma música completamente diferente e sem nada de espetacular.

E para torcer o nariz dos mais trues-from-hell, vem “Destructos Vs The Earth / Attack”, flertando fortemente com Rammstein (mas de forma falha), a ponto de ser descarado com backing vocals irritantes e um refrão péssimo. Talvez para passar o baque um pouco, a estupidamente pesada “Nevermore” aparece como uma grande música do estilo que consagrou a banda, seguida da interessante “Beauty Meets Beast”, com um sentimento um pouco mais soturno e mórbido. Mas, aparentemente, “Radikult” vem para “esmerdear” tudo de novo, tentando puxar novamente influencias de Industrial e New Metal, que é uma música bem legal, tirando as partes de voz sussurrada, podendo identificar boas doses até de Anthrax em algumas partes. O disco fecha com “Profundis – Mea Culpa”, que traz muito pouco de Death Metal, mais carregado com um que de Doom, bem cadenciado, que seria bem mais interessante se a audição do resto do disco não fosse tão cansativa.

Tenho que confessar que a primeira vez que ouvi este disco achei bem legal e agradável, mas a partir da segunda você consegue começar a identificar passagens absurdas e esdrúxulas. Acho boa a iniciativa de fugir de um estilo padrão e que vem ficando cada vez mais saturado de bandas. Porém, existe uma grande diferença entre intenção, execução e resultado, certo? Quem sabe na próxima eles não lancem um dos maiores fiascos do ano. E ah, pode demorar mais oito anos, que os fãs dificilmente esquecerão este disco.

01. Omni Potens
02. Too Extreme!
03. Existo Vulgoré
04. Blades For Baal
05. I Am Morbid
06. 10 More Dead
07. Destructos Vs. The Earth / Attack
08. Nevermore
09. Beauty Meets Beast
10. Radikult
11. Profundis – Mea Culpa

Nota 3

Illud Divinum Insanus Morbid Angel

Tracklist

Lineup

Rroio

Viking oriental colecionador de discos, músico frustrado e um eterno incansável explorador dos mais obscuros confins do mundo da música.

Uma resposta para “Morbid Angel – Illud Divinum Insanus”

  1. Daniel Basani disse:

    Hehehe daqui mais 8 anos. Morbid que nao ponha a mão na massa pra completar esse alfabeto.

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