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Machine Head – “Unto The Locust”


Considerados um dos grandes nomes do Post-Thrash surgido no começo da década de 90 (ao lado do Pantera), com influências que vão do Groove e uns toques do que viria a ser o New Metal, o Machine Head pode facilmente ser considerada uma banda cult hoje em dia. Depois dos álbuns “Supercharger”, “Through The Ashes Of Empires” e o mais recente e cultuado “The Blackening”, a banda caiu de vez no gosto até mesmo dos headbangers-true-from-frozen-hell, já que, principalmente esse último, são considerados verdadeiros clássicos do estilo.

 

Produzido pelo próprio Robb Flynn (o cabeça da banda junto com o baixista Adam Duce) no Jingletown Studios, na Califórnia, “Unto the Locust” é o sétimo álbum de estúdio da carreira deles, e a maior apreensão era se eles manteriam o nível dos últimos trabalhos. Mas eles vão além…

Cânticos de “Sangre Sani” começam assustadoramente “I Am Hell (Sonata In C#)”. Não podemos classificar essa música diferente de “clássico absoluto”. Dividida em três partes ao longo de seus oito minutos, a banda passa pelo épico, pelo Thrash, por flertes inesperados com Death Metal e Metalcore e uma passagem instrumental final de encher os ouvidos, deixando uma vontade incontrolável de berrar-like-a-motherfuc*er o nome da música depois da audição. Em seguida, “Be Still And Know” é a música mais curta do álbum (com quase 6 miuntos) e traz um Machine Head no formato que se conhece dos outros álbuns, mas com sutis intervenções mais melódicas que a colocam em um nível acima do que já foi feito. “Locust”, a terceira faixa, a única liberada antes do lançamento tem uma progressão extremamente bem construída, de forma que cada “pedaço” da música é memorável instantaneamente, novamente apostando em um lance mais melódico. E falando no lado melódico, um belíssimo dedilhado inicia “This Is The End”, que na verdade descamba para um dos momentos mais pesados do disco (incluindo um pseudo blastbeat), um Thrash Metal de respeito e novamente com um refrão que pega de cara (o que ocorre em todas as faixas).

“Darkness Within” pode ser considerada a balada do disco, e aparentemente não fala sobre o amor a alguma pessoa ou algo do tipo, mas a música e o processo de construí-la. Um tanto quanto inusitado e interessante, ainda mais com o instrumental impecável que a acompanha. A próxima “Pearls Before The Swine” lembra novamente o MH mais clássico, principalmente se compararmos com os dois últimos álbuns (“Through The Ashes Of Empires” e “The Blackening”), enquanto que “Who We Are” fecha o disco de uma forma apocalipticamente perfeita. O começo épico com voz de criancinhas já hipnotiza o ouvinte logo de cara, deixando o preso nos 7 minutos de riffs muito bem encaixados em mais um highlight vocal do álbum, que termina e deixa o ouvinte simplesmente boquiaberto com o trabalho.

Muitas pessoas consagraram “The Blackening” como o trabalho definitivo do Machine Head, o seu ápice criativo. Particularmente não só não consigo enxergar tudo isso nesse álbum, como acredito que “Unto The Locust” está milhares de anos luz a frente, tanto nos temas líricos, nas estruturas, nos riffs e em como funciona o álbum no geral.

Além disso, podemos destacar como principal personagem desse fato o senhor Robb Flynn, que está cantando como nunca, injetando versatilidade nas músicas que conseguem engrandecer ainda mais o trabalho, de forma pensada, algo que os álbuns anteriores pecavam um pouco.

Ademais, um dos melhores álbuns de 2011. De longe. Humilhando.

01. I Am Hell (Sonata In C#)
02. Be Still And Know
03. Locust
04. This Is The End
05. Darkness Within
06. Pearls Before The Swine
07. Who We Are

Line-up

Robb Flynn – Vocal / Guitarra
Adam Duce – Baixo
Dave McClain – Bateria
Phil Demmel – Guitarra

Nota 10

Unto The Locust Machine Head

Tracklist

Lineup

Rroio

Viking oriental colecionador de discos, músico frustrado e um eterno incansável explorador dos mais obscuros confins do mundo da música.

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