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Starman: As capas do Rush III


1989 – Presto

O singelo álbum dos coelhos, foi quando o Rush começou a se cansar dos sintetizadores e preferiu voltar com os pés no Rock n’ Roll propriamente dito, processo de transformação que durou praticamente a década de 90 inteira. A capa, com os coelhos saindo do chapéu talvez também tenham uma relação com isso, afinal de contas, a banda estava querendo abandonar os meios artificiais de fazer música e fazer a “mágica” com as próprias mãos. A própria letra da faixa título tem todo esse lance, de uma pessoa que fica pensando sobre todas as coisas que poderia fazer se fosse mágico. Pesquisando pelo termo, a única referência é o personagem da Caverna do Dragão… e, convenhamos, brotar milhares de coelhos de dentro daquele chapéu verde é uma coisa que definitivamente ele faria.

1991 – Roll The Bones

A capa deste disco chegou a ganhar prêmios no ano de seu lançamento e definitivamente é uma das mais legais do Rush. Desde a parede ao fundo formada pelos dados brancos-sujos (informação inútil ou não, a maioria tem a face do 3 voltada para fora – possivelmente uma referência ao Rush ser um trio), enquanto o logo da banda é formada por dados pretos (sendo o mais acima o número 6, e decrescendo enquanto vai para baixo – o 1 serve para separar as palavras do título do disco). Fica bem claro daí o trocadilho entre o nome do álbum e a expressão “roll the dice”.

1993 – Counterparts

Ok. Aprendendo a rosquear um parafuso com o Pateta. Alguém tem explicações mais profundas sobre essa capa? Tentei encontrar alguma coisa, mas nada esclarecedor.

1996 – Test For Echo

Apesar de a faixa título e o próprio nome tratarem sobre transmissão de TV e coisas do tipo, a capa verdadeira representa um inuksuk, um empilhamento de pedras usado por tribos nativas do Canadá, com o intuito de demarcar áreas de caça/domínio. Ao abrir o encarte, pode-se ver o real sentido da obra, com as antenas de transmissão gigantescas no meio da neve.

2002 – Vapor Trails

Depois de todas as tragédias com Neil Peart, o controverso “Vapor Trails” foi lançado, depois de vários problemas nessa produção que foi a mais longa da carreira do Rush (14 meses pra gravar e produzir). A capa não traz nada de espetacular, apesar de já ser bem característica e de o artista responsável ter abusado da ferramenta “borrar com o dedo” no photoshop.

2007 – Snakes And Arrows

Tanto o nome do álbum quanto a capa foram idéias trazidas por Peart (já que não tem nenhuma música com esse nome) e ele teve uma dura jornada até conseguir convencer Geddy Lee e Alex Lifeson a usarem o conceito para o disco. No fim, graças a citações de Hamlet (“slings and arrows”) e ao jogo Leela, um tabuleiro hindu para crianças, aonde eram ensinados os valores (auto conhecimento) e que deu origem ao jogo Snakes and Ladders, não muito popular por aqui. A capa do disco é baseada em uma pintura original do jogo e não aquela versão alterada da capa do “Yield”, do Pearl Jam (que no fim das contas virou a do álbum ao vivo “Snakes and Arrows Live”).

Rroio

Viking oriental colecionador de discos, músico frustrado e um eterno incansável explorador dos mais obscuros confins do mundo da música.

2 respostas para “Starman: As capas do Rush III”

  1. Bruno disse:

    O parafuso e a porca de Counterparts são inseparáveis… Um não serve para nada sem o outro. Por acaso é esse também o significado da palavra "Counterparts" 😉

  2. J. Oliveira disse:

    Roll The Bones é uma gíria para jogar os dados, apostar, etc.

    Por isto a capa contém os dados, e a letra fala em parte sobre isto também ^^

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