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Starman: As capas do Rush I


1974 – Rush

O primeiro disco da banda que foi gravado altas horas da madrugada para conseguir os melhores preços no estúdio e traz o mega clássico “Working Man” já começou com um pé atrás na sua arte. Além de não trazer nada de mais além do logo da banda desenhado por Paul Weldon (que é legal, mas incomodamente lembra um quê de Super Mouse) explodindo e surgindo, a coloração rosa que a capa teve no fim das contas foi por causa de mais um daqueles famosos erros de impressão (estilo revistinha do Hulk), já que o logo original deveria ser vermelho. Interessante notar que se o logo fosse vermelho, olhando hoje ficaria meio estranho não?

1975 – Fly By Night

Comparando com obras mais atuais, possivelmente a coruja da capa desse disco não seja muito bem feita e tampouco bonita. Mas é inegável, tanto as músicas quanto essa arte de Eraldo Carugati são alguns dos highlights do Prog da década de 70. Apesar de entendermos que a coruja é um dos poucos pássaros que se arriscam a voar a noite, basicamente não tem nada relacionado com a letra da música, que é sobre a viagem que Peart fez do Canadá para Londres pra tentar a vida como músico…

1975 – Caress Of Steel

O terceiro e controverso (a época) álbum da banda, que foi o primeiro a levar o Rush de vez para os lados mais Progressivos do negócio, principalmente pelas duas suítes gigantescas “The Necromancer” e “The Fountain Of Lamneth”. A capa com o mago fazendo um “ui” com a pirâmide levitando, novamente teve um mega erro de impressão, desenhada por Hugh Syme (ele mesmo!) ela deveria ter um toque meio prateado, meio metalizado, mas a gráfica incompetente conseguiu no máximo deixar esse clássico verde/dourado envelhecido.

1976 – 2112

Ah, o grande clássico. A mega suíte conceitual sobre o futuro hipotético do ano de 2112 traz estampada em sua capa a estrela vermelha, que segundo a história é o símbolo da Red Star Of the Solar Federation, a confederação universal que controla todos os aspectos da vida das pessoas, a mentalidade coletivista. É dessa época também o clássico emblema do “Starman”, o homem nu na frente da estrela (que vira e mexe estampa capas deles por aí), que representa o herói da história, puro e livre de qualquer convenção imposta, como contado por Hugh Syme. Mas a melhor parte dessa coisa toda, é que Hugh Syme também tocou teclado na faixa “Tears”! Vai entender!

1977 – A Farewell To Kings

Novamente com a arte dirigida por Hugh Syme, “A Farewell To Kings” traz na capa uma foto feita por Yosh Inouye com um rei/bobo da corte sentado no seu trono em meio a ruínas (um lixão, possivelmente) com a coroa caída no chão. Possivelmente a cidade ao fundo seja alguma metáfora sobre quem são aqueles que comandam as coisas.

1978 – Hemispheres

Imaginem o seguinte: David Bowie nu, montado em um cérebro voador apontando para o mesmo senhor de terno que já havia aparecido no encarte do “Wish You Were Here” do Pink Floyd alguns anos antes. Essa é a obra non-sense criada por Hugh Syme e Bob King para o sexto álbum do Rush. Notável que incomodamente essa arte copia tanto o estilo de Storm Thorgerson quanto o de Roger Dean.

Rroio

Viking oriental colecionador de discos, músico frustrado e um eterno incansável explorador dos mais obscuros confins do mundo da música.

2 respostas para “Starman: As capas do Rush I”

  1. Minea Nunes disse:

    Não consigo deixar de associar essa capa de A Farewell to Kings (Hold Your Fire e Snakes and Arrows também) com elementos cabalísticos e, consequentemente, de tarô. ^^

  2. Raul Tabajara Vasconcellos disse:

    Good !! I love Rush ! Fantastic Band

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