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Porcupine Tree I


Talvez as capas do Porcupine Tree não sejam as mais espetaculares do mundo. Mas com certeza podemos abrir discussão sobre o real significado delas, certo? Vamos lá então…

1991 – On The Sunday Of Life

O pseudo-debut do Porcupine Tree “nada” mais é do que uma compilação de músicas que ele já havia composto e lançado como “Tarquin’s Seaweed Farm” e “The Nostalgia Factory” (apenas em K7, vejam só). Se esses dois trabalhos tinham capas bizarramente horríveis, “On The Sunday Of Life” não foge muito do padrão de “capa péssima de debut de banda de Prog Metal”, e a exemplo de “When Day And Dream Unite”, traz a foto de um homem seminu em situação desconfortável. Poderíamos presumir que ele está mergulhando para algum lugar (mesmo vendo as letras, além de algumas referências a fugir/voar para outro lugar, o real significado é um tanto quanto nebuloso).

 

1993 – Up The Downstair

O segundo álbum (com suas trocentas versões originais e remasterizadas) com o seu trabalho artísticos incomodamente semelhante ao “Islands”, do King Crimson, possivelmente é uma referência a faixa “Voyage 34” (que deveria ter entrado no tracklist oficial do álbum – que seria duplo -, mas no fim foi lançado como single), uma das músicas mais viajantes, semi-catastróficas e próximas a uma experiência com entorpecentes que Steven Wilson já lançou. Detalhe que a faixa título do álbum não faz muito sentido ao comparada com a capa do disco, com exceção dos três últimos versos, que podem ser uma descrição das alucinações.

Am I at home?
 Am I in heaven?
 Gentle Architecture

(Nota: A versão em vinil vermelho é absolutamente linda)

 

1995 – The Sky Moves Sideways

Com estrutura claramente copiando o clássico “Wish You Were Here”, o terceiro álbum é o que realmente definiu o Porcupine Tree como uma banda, e não apenas como um pseudônimo de Steven Wilson. Com o trabalho artístico envolvendo Michael Bennion e Claudine Schaefer, a capa seria bem bonita, não fosse a cabine telefônica absurda e sem explicação no meio do deserto (mesmo a letra, belíssima e contemplativa, sequer faz alguma referência a comunicação ou qualquer coisa do tipo). Sim, é bem coisa da Hipgnosis isso…

 

1996 – Signify

Uma foto em sépia, fumaça, indústrias, aparentemente um cortiço, e uma garota de bota e meia listrada presa por cordas. Seria uma versão Revolução Industrial pornô de Alice no País das Maravilhas que John Blackford tentou reproduzir aqui? Mesmo procurando referências nas letras, nada parece encaixar aqui, ou seja, com o perdão da piadinha infame, o que SIGNIFICA isso? Intrigante também é a mão no canto inferior esquerdo…

 

1999 – Stupid Dream

O quinto álbum do Porcupine Tree, desta vez com um bem definido conceito (nada muito viajante ou profundo) sobre a contradição entre a criação artística e o processo de composição musical com o mercado musical e as tensões sobre vendas e promoção. E de acordo com o próprio homem, o que define este disco é a frase “What could be a more stupid dream than wanting to make music and sell it?”, e exatamente por isso a imagem retratada em sua capa está diretamente relacionado com a industrialização musical.

(Nota: a versão remasterizada também tem uma capa belíssima, ainda que bem mais simples)

Rroio

Viking oriental colecionador de discos, músico frustrado e um eterno incansável explorador dos mais obscuros confins do mundo da música.

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