Progcast - Sua Dose Semanal de Rock Progressivo

As horrendas capas do Rock Progressivo Italiano


Enquanto eu fazia as pesquisas para os episódios do Progcast sobre Rock Progressivo Italiano (cuja primeira parte vocês podem ouvir aqui) – um estilo superhipermegaestimado, na minha opinião -, algo me incomodava e eu não sabia o que era. Refletindo com um pouco mais de cuidado, a verdade estava estampada e eu demorei para perceber: as capas.

Não que o TODO o resto do Rock Progressivo setentista fosse lá extremamente genial em matérias de trabalho visual, mas as bandas que tinham um orçamento um pouco mais “folgado” sempre se preocuparam em tornar a experiência de um álbum algo muito além da audição, extrapolando para os outros sentidos humanos.

Agora, no caso dos italianos, a grande maioria parece que não estava NEM AÍ para as capas do seus discos, tanto que podemos perceber várias atrocidades visuais em muitas bandas: quando não é só o nome da banda escrito na capa, é uma montagem de mau gosto ou um desenho a lápis e aquarela horroroso.

Então selecionei aqui as dez piores ou mais bizarras capas do RPI – mais pra frente vocês irão ver que hoje em dia a coisa não mudou tanto assim, ou, eles continuam querendo parecer “vintage”:

10º: “…Di Terra” (1978) – Banco Del Mutuo Soccorso

Oh sim, um planeta (com direito a anéis e tudo) que na realidade é um tomate. Reparem no orvalho ali, deveras suculento, heim?

9º: “Contaminazione” (1973) – Il Rovescio Della Medaglia

Perceberam que o contorno da imagem é outra pessoa, certo? Mas pelamordosdeuses, qual a relação com o desenho do francês toureiro dançando no meio das flores?

8º: “Collage” (1971) – Le Orme

Sim, eu sei. Esse é um dos maiores clássicos da história do Prog e essa capa é uma das mais icônicas. Mas isso não quer dizer que ela é boa! Sobre os caras se besuntarem de tinta branca / pasta d’água / farinha e saírem na capa segurando uma cruz… bem, é aquele famoso “na época parecia uma boa ideia…”

7º: “Come Ti Va In Riva Alla Città” (1981) – Premiata Forneria Marconi

O PFM é uma das poucas bandas que ainda está na ativa de forma ininterrupta e as suas capas são aberrações atrás de aberrações. Nessa lista, esse é o único disco da década de 80, mas é porque não posso permanecer calado perante essa. Que foi isso? E sabe o que é pior? Esse estilo pop art foi lançado um ano ANTES do “Hot Space”, do Queen, que praticamente imortalizou essa bizarrice.

6º: “La Grande Casa” (1973) – Formula 3

Quando você for colocar uma foto na capa do seu álbum, tenha certeza de conferir se a foto ficou boa, por favor.

5º: “Palepoli” (1972) – Osanna

Mais uma arte incompreensível: imagine que você é um desenho e está em uma sala com chão xadrezado, e essa sala tem uma janela. Esta janela dá para uma terra de construções antigas. A imagem de dentro do LP é incrivelmente belíssima e perturbadora, contudo (cliquem pra abrir em tamanho gigante).

4º: “Live” (1993) – Quella Vecchia Locanda

“Somos uma banda da década de setenta e 20 anos depois lançamos um disco ao vivo cheio de covers. Claro, como podemos colocar outra coisa na nossa capa além de PAVÕES? Pavões na Índia seria PERFEITO!”

3º: “Vietato Ai Minori Di 18 Anni” (1973) – Jumbo

A capa é autoexplicativa, certo? A criancinha vendo os pais em momentos de amor mais acalorado no quarto. Agora, não poderia ter sido desenhado um pouco melhor?

2º: “Dolce Acqua” (1971) – Delirium

Na aula de teologia hoje: “Deus tem uma flauta. Com essa flauta ele alimenta um cérebro gigante na Terra através de um tubo. O cérebro então solta uma fumaça negra, que ilumina a humanidade. Deus tem vários amigos (que aparecem na contracapa), um deles tem bigode e voa sobre lunetas gigantes, o outro mora na lua e vive em cima de um prédio-teclado, e outro é de pedra, toca guitarra e anda sobre uma nuvem. Ah sim, e como poderíamos esquecer, o outro voa sobre um disco.”. Extremamente psicodélico, só que ao contrário.

1º: “Per Um Amico” (1972) – Premiata Forneria Marconi

O PFM tem realmente direito a estar duas vezes nessa lista. Olhem bem, mas muito bem para essa capa. Não parece realmente que uma criança de 3 anos (não lá muito adepta a trabalhos manuais) desenhou na escola e a banda usou na capa do álbum? É o que parece… é simplesmente uma das capas mais horrendas que eu já vi na vida.

Faltou alguma capa horrível? Concorda com elas? Discorda? Deixe nos comentários!

Rroio

Viking oriental colecionador de discos, músico frustrado e um eterno incansável explorador dos mais obscuros confins do mundo da música.

4 respostas para “As horrendas capas do Rock Progressivo Italiano”

  1. Diego Camargo disse:

    E eu que tava pensando em fazer uma com as capas bacanas da época do Gatefold, vou esperar um pouco e refinar a pesquisa xD

  2. Lucas disse:

    Faltou.. a pior de todas! Museo Rosembach – Zarathurstra!! Colagem horrorosa com direito até a presença ilustre do Mussolini..

  3. Minea Nunes disse:

    UAHUSHUAHUSHIUAHIUIHSUAHIUIHSUIHAUIHUSHA

    Eu ri mais com os comentários sobre as capas do que com as capas mesmo. Acho que devem ter piores ainda, hein?! Mas tem umas razoáveis aí. xD

  4. Felipe disse:

    Não concordo muito com as suas críticas. Sim existe algo de bizarro na capa do Dolce Acqua por exemplo, ou na do Quela Vecchia Locanda, porém você exagerou no que concerne à arte das capas. A capa do Per Un Amico por exemplo, a simplicidade do desenho não tira seu valor artístico. Pablo Picasso, por exemplo, existem muitas obras dele de traços pueris e até mesmo cômicos, mas que não tiram o alto valor artístico e a genialidade do mestre espanhol. Talvez você não tenha a sensibilidade (ou pelo menos não esteja em harmonia ) com o som e arte projetada pelo RPI, que consideras hipermegaestimado ou sei lá.

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