Progcast - Sua Dose Semanal de Rock Progressivo

“Deixados Para Trás” 2013 #003


Camelias Garden – You Have a Chance

Iniciado como um projeto solo de Valerio Smordoni, o Camelias garden começou a tomar a sua forma mais definida com a entrada dos músicos Manolo D’Antonio e Marco Avallone. A ideia por trás do som do grupo italiano é unir aquele simples e intimista folk com elementos progressivos, mas dentro de um contexto contemporâneo. E é exatamente nas melodias simples que mora o destaque em You Have Chance, o disco de estreia, aonde eles já acertam em cheio com uma sonoridade agradável e versátil, para qualquer ouvinte, não apenas do estilo em si.

01. Some Stories
02. Dance of the Sun / The Remark / Birth of the Light
03. The Withered Throne
04. We All Stand In Our Broken Jars
05. A Safe haven
06. Knight’s Wow
07. Clumsy Grace
08. Mellow Days
09. ‘Til The Morning Came
10. Some Stories (Reprise)

Valerio Smordoni – vocal / MiniMoog / teclado / piano / violão / pandeireta / Taurus pedal
Manolo D’Antonio – violão / guitarra / ukulele
Marco Avallone – baixo / Taurus pedal

Francesco Favilli – bateria
Carlo Enrico Macalli – flauta
Andrea Bergamelli – violoncelo
Eliseo Smordoni – fagote
Giovanni Vigliar – violino

Nota 3/5

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Dice – Para-dice

Conforme a sua própria classificação, o som dos alemães do Dice pode ser considerado como “cosmic prog”, graças à atmosfera extremamente espacial de suas músicas, mas que se difere um pouco do space rock por causa dos elementos de symphonic e neo prog. Mas o mais impressionante, aos que não estão familiarizados com a banda, é que eles foram formados na realidade em 1974, e o seu primeiro álbum lançado apenas em 1997 (!), sendo o mais recente, Para-Dice, o décimo quarto trabalho de estúdio (!!!). Nada que possa ser considerado exatamente novo, mas as infinitas e etéreas linhas de teclado e sintetizador garantem uma boa audição ao longo das cinco músicas do álbum, que somam quase uma hora de duração.

01. Flowing River Rain
02. Cosmic Sensation
03. Planet Paradise
04. Modern Times
05. Para-Dice Dreamscene 16

Christian Nóvé – vocal / baixo / guitarra / teclados
Peter Viertel – guitarra
Jens Lübeck – saxofone / flauta
Thomas Hanke – harpa
Ramona Nóvé – vocal
Tom Tomson – bateria

[Nota: não conseguimos encontrar nenhum vídeo ou música do novo disco no youtube para colocarmos aqui – e o site oficial da banda consegue ser pior ainda nesse quesito]

Nota 3/5

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Difleger – Dreamcatcher

Até aonde conseguimos identificar, Difleger é um projeto de um homem só, de um cara de 22 anos que vive na Bielorússia. Fora isso, não existem mais informações sobre (até o bandcamp registrado está vazio). De qualquer forma, Dreamcatcher é um excessivamente distorcido álbum, que soa como um híbrido entre Cult of Luna, Neurosis e Terra Tenebrosa.

01. Sinking Ship
02. Mind Extract
03. The Words
04. A Fallen Bird
05. Swag
06. Rat Race
07. Light Where I Live

Nota 2/5

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Dir En Grey – The Unraveling

DEG

Um dos maiores nomes do heavy metal japonês, o som do Dir En Grey definitivamente é um dos frutos mais interessantes entre as sempre incompreensíveis bandas daquele país. Com uma carreira sólida e estabelecida não apenas dentro do Japão, a proposta da banda aos poucos se afastou do visual kei do início da carreira para um dos mais interessantes avant garde metal que se tem notícia (como visto nos recentes Uroboros e Dum Spiro Spero). Apesar de The Unraveling ser apenas um minicd (ou EP, como queiram), vem sendo considerado mais um importante passo na carreira da banda, que parece ter encontrado um equilíbrio entre as suas diversas influências (algo que já havia vindo sendo tentado há anos, aliás).

01. Unraveling
02. 業
03. かすみ
04. 鴉
05. Bottom of the Death Valley
06. Unknown.Despair.Lost
07. THE FINAL

Kyo – vocal
Kaoru – guitarra
Die – guitarra
Toshiya – baixo
Shinya – bateria

Nota 4/5

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Eloa Vadaath – Dead End Proclama

Formado na Itália em 2006, o Eloa Vadaath traz muito do rock progressivo italiano ao seu death metal, particularmente por contar com notáveis linhas de violino em suas composições, que ao invés de apenas criar uma atmosfera de fundo, é responsável por excelentes melodias e, por incrível que pareça, na criação de riffs ao invés das usuais guitarras. Com interessante temáticas épicas e um bem montado esquema de jogo de vozes, Dead End Proclama, o segundo álbum do sexteto caminha entre folk, power e death metal e se revela um singular álbum de música extrema.

01. Moloch
02. The Walking Prophecy
03. The Sun of Reason Breeds Monsters
04. Vever
05. A Dead End Proclama, Mr. Goldstein
06. Relics
07. From The Flood
08. Ad Rubrum Per Nigrum
09. Un Portrait Pour Madame Marbre
10. We Did It!

Marco Paltanin – vocal / guitarra
Lorenzo Fabbri – guitarra
Nicolò Cavallaro – baixo
Riccardo Paltanin – violino
Mirko Cirelli – bateria

[Nota 2: foi impossível encontrar uma capa do álbum em resolução decente]

Nota 4/5

Rroio

Viking oriental colecionador de discos, músico frustrado e um eterno incansável explorador dos mais obscuros confins do mundo da música.

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