Progcast - Sua Dose Semanal de Rock Progressivo

“Deixados Para Trás” 2013 #001


Apesar de não parecer, e de muitas pessoas não estarem acompanhando ferrenhamente como no ano passado, 2013 tem sido um ano em que o ritmo de lançamentos musicais permanece em ritmo tão frenético quanto os inimagináveis 2011 e 2012.

Escrevo o início deste post às 21:44, do dia 29 de abril, e acabei de passar um filtro na lista de álbuns lançados até o momento, eliminando alguns nomes que não chamaram a atenção o suficiente para serem solenemente ignorados por ora. No momento, a lista conta com 185 trabalhos ainda não resenhados, de punk rock à avant garde, passando pelos tão em voga post metal e sludge.

Considerando que o tempo necessário para a audição, análise cuidadosa e publicação de textos sobre todos esses discos levaria meses, enquanto centenas de outros álbuns seriam lançados, resolvemos aplicar mais um filtro, e separar os trabalhos de alguma forma ligados ao progressivo (ou alguma de suas subdivisões) e escrever uma série de “microreviews” sobre eles.

Evidentemente, alguns álbuns, mais relevantes ainda receberão a devida análise e devem ser publicados nas próximas semanas, culminando na formulação da primeira lista do ano, com os 13 melhores discos de 2013 entre janeiro e abril.

Lembrando que, novamente, sempre seguiremos a ordem alfabética. E sugestões de outros trabalhos interessantes não citados nos artigos, deixem nos comentários.

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Across Tundras – Electric Relics

Formado por antigos membros das bandas Examination of the… e Spirit of Versailles, o grupo originário de Denver, no Colorado pode ser considerado uma mescla de post metal com música western, acentuada por elementos psicodélicos e leve toques sludge. Electric Relics é o nono full length da grande discografia do Across Tundras (nada mal para 9 anos de carreira), que ainda conta com uma série de EP. Não à toa, o som interessante da banda chamou a atenção inclusive da grande Neurot Recordings (responsável pelo lançamento do álbum Sage, de 2011), então com base nisso vocês já imaginam o que vem pela frente.

01. Pining for the Gravel Roads
02. Den of Poison Snakes
03. Kiln of the First Flame
04. Driftless Caravan
05. Seasick Serenade
06. Castaway
07. Solar Ark
08. Unfortunate Son

Casey Perry – bateria
Joey Allred – slide guitar / vocal
Tanner Olson – vocal / guitarra / drone
Mikey Allred – baixo / vocal / piano / órgão / sintetizadores / mellotron / trombone

Nota 4/5

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Agrypnie – Aetas Cineris

Apesar de ter caído no filtro como uma banda de avant-garde / progressive black metal, com exceção da duração das músicas, não pode ser percebida de forma tão clara os elementos que realmente tornam o Agrypnie um grupo tão fora do padrão. Ao longo de Aetas Cineris, seu quarto trabalho de estúdio, é perceptível que a banda esbarra levianamente no gothic metal, e até em algumas coisas de folk ou nuances atmosféricas, mas nada que fuja exatamente do que vem sendo feito nos últimos anos por outras bandas de melodic black metal. Ou seja, tem alguns momentos interessantes, mas nada realmente diferente, ficando apenas como sugestão para os mais aficionados pelo estilo, que por alguma razão estejam atrás de uma banda que canta em alemão.

01. Trümmer / Aetas Cineris
02. Dezember
03. Zurück
04. Kosmos (Alpha)
05. Gnosis
06. Erwachen
07. Sinnflut
08. Asche

Torsten, der Unhold – vocal / guitarra / teclado
René Schott – bateria
Martin Kühr – guitarra
Nathanael – baixo
Eklatanz – guitarra / vocal

Nota 3/5

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Alkahest – Churning The Ocean

Banda nova iorquina independente, o Alkahest não apresentava uma sonoridade das mais saudáveis e palatáveis no seu álbum de estreia, o Milk & Morphine, de 2011, e em Churning The Ocean eles parecem ter ultrapassado mais alguns limites. A proposta da banda no seu segundo trabalho é, trazer nos pouco mais de 30 minutos somados das três músicas do álbum, uma experiência quase extra terrena, com  um sludge metal atmosférico, etéreo e flutuante, que por diversos momentos flerta com o post rock e o doom metal, trazendo uma esquisita sensação de imersão em águas profundas.

01. Leviathan Answers
02. Wilkes Land
03. Arafel

El Dickler – vocal
Jon – guitarra
Nikhil – guitarra
Adam – baixo
Rajah – bateria

Nota 3/5

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And So I Watch You From Afar – All Hail Bright Futures

ASIWYFA

Quarteto norte irlandês de Belfast, o ASIWYFA sempre recebeu destaque em algumas das mais conceituadas publicações por conta das suas apresentações ao vivo e da interação com o público, bem diferente do praticado por outras bandas de post rock, que acabam focando em apresentações mais contemplativas e gélidas. All Hail Bright Futures, assim como o trabalho anterior, Gangs, de 2011 (que figurou como destaque entre os lançamentos do ano), é prioritariamente instrumental, com momentos absurdamente pesados e carregados de efeitos eletrônicos, em velocidades geralmente não vistas no estilo.

01. Eunoia
02. Big Thinks Do Remarkable
03. Like A Mouse
04. AMBULANCE
05. The Stay Golden
06. Rats On Rock
07. Trails
08. Mend and Make Safe
09. Ka Ba Ta Bo Da Ka
10. Things Amazing
11. All Hail Bright Futures
12. Young Brave Minds

Rory Friers – guitarra
Niall Kennedy – guitarra
Jonathan Adger – baixo / guitarra
Chris Wee – bacteria

Nota 3/5

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Azure Emote – The Gravity of Impermanence

Verificando o currículo dos músicos que fazem parte do projeto Azure Emote, não é difícil julgar que o som da banda tenha como base o death metal americano (Malignancy, Abraxas, Monstrosity e Vile são algumas delas) e talvez por isso a sonoridade encontrada em The Gravity of Impermanence seja surpreendente em alguns termos. Com elementos que vão desde industrial à música clássica, o segundo trabalho do grupo liderado pelo vocalista Mike Hrubovcak traz excelentes arranjos muito semelhantes ao que o Therion fez nos seus melhores momentos, sempre sobre um pano de fundo extremo, com bem pensadas mudanças de andamento e inserção de experimentos inesperados. Uma interessante obra de death metal em 2013.

01. Epoch of De-Evolution
02. Carpe Diem
03. Marching Forth
04. Sunrise Slaughter
05. Conduit of Atrophy
06. Veils of Looming Despair
07. Dissent
08. The Living Spiral
09. Obsessive Time Directive
10. Patholysis
11. Destroyer of Suffering
12. Annunaki Illuminati
13. The Color of Blood
14. Puppet Deities

Mike Hrubovcak – vocal / efeitos eletrônicos / samples / teclado / gaita
Ryan Moll – guitarra
Mike Heller – bateria

Jason Ian-Vaughn Eckert – efeitos eletrônicos
J.J. Hrubovcak – guitarra
Jonah Weingarten – teclado
Bruce Lamont – saxofone
Melissa Ferlaak Koch – vocal
Sandra Laureano – vocal
Pete Johansen – violino
Kelly Conlon – baixo

Nota 4/5

Rroio

Viking oriental colecionador de discos, músico frustrado e um eterno incansável explorador dos mais obscuros confins do mundo da música.

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