Progcast - Sua Dose Semanal de Rock Progressivo

Rock duvidosamente Progressivo


Nas graças do público ou totalmente no underground, o Rock Progressivo desenvolveu ao longo dos anos, desde o final da década de 60, e se apresentou sob as mais variadas formas: experimental, técnico, atmosférico, virtuoso, intimista, psicodélico e toda aquela gigantesca gama de adjetivos que vocês Proggers conhecem muito bem.

O que percebemos nos últimos anos? Da segunda metade da década de 90 pra cá, inúmeras bandas tem surgido, resgatando a sonoridade livre do Prog setentista em menor ou maior escala, agregando elementos a sua sonoridade ou simplesmente soando exatamente como os dinossauros daquela época.

Mas tudo bem, a questão aqui não é discutirmos essas que realmente carregam em seus genes a influência mais do que evidente, mas sim certa “moda” de classificar qualquer coisa que foge um pouco do óbvio (às vezes em uma música ou duas) como PROG.

Não é difícil encontrar por aí bandas de Progressive:

– Alternative Rock / Metal
– Black Metal
– Death Metal
– Thrash Metal
– Stoner Rock
– Power Metal
– Indie
– Folk
– Avant-garde / Symphonic / Dark
– Metalcore / Deathcore
– E uma porção de outras.

Evidente, várias bandas com certeza sabem encaixar ideias interessantes dentro do seu estilo predominante, mas a maioria esmagadora acaba vendendo uma falsa imagem e simplesmente afundando no mar infinito de lançamentos musicais diários.

Por acaso o Progressivo se tornou uma marca definitiva de qualidade? Nenhuma banda consegue sobreviver no mercado se não fizer experimentos ou espalhar pelos quatro cantos que sempre gostou do estilo? Impossível, não é esse o mundo em que vivemos.

Se você quer tocar Progressivo, excelente, vá em frente e faça o seu melhor. Se não quer, ótimo também! Se toda banda dependesse de ser Prog para ser boa, seria o caos da falta de criatividade e do marasmo musical.

E infelizmente é o que parece que tem acontecido nos últimos tempos: bandas forçando aquilo que não são ao invés de buscar a própria identidade.

O importante não é como você se caracteriza. O importante no resultado final da equação é a música. E o mais importante da música é que ela seja expressa de forma livre, sem se prender a qualquer rótulo ou limite imposto.

E como diria aquela famosa e clichê frase:

E sim, eu continuo procurando por bandas que misturem os mais variados estilos de forma interessante. Deixem sugestões nos comentários!

Rroio

Viking oriental colecionador de discos, músico frustrado e um eterno incansável explorador dos mais obscuros confins do mundo da música.

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