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02/04/2011 – Ozzy e uma noite repleta de clássicos em São Paulo


Arena Anhembi, 02/04/2011

Achei que a jornada fosse começar logo na venda dos ingressos, com meia entrada esgotando em minutos, e lá fui eu adquirir a passagem pro inferno logo que abriram as vendas, pois bem, havia meia entrada na bilheteria no dia do show, e ainda assim, os cambistas tentavam engambelar os fãs infelizes que não tinham essa informação, triste, mas enfim. Não sendo pessimista, mais sim realista, todo esforço era válido pra ver o mestre no que pode ter sido sua última passagem pelo Brasil (tomara que não).

A saga foi mesmo começar no sábado à tarde, quando abri o Google maps e perguntei ao pai dos perdidos “como chegar na Arena Anhembi sozinha e de transporte público?” … Fez-se a luz, havia metro próximo, o Portuguesa-Tietê, pensei “bom, foda-se, lá encontro uma galera e me junto ao grupo”, e foi assim mesmo que aconteceu, e isso é muito legal em shows de metal, você pode ir sozinho, perdido, mas vai acabar fazendo amizade com um monte de gente e vai chegar feliz da vida ao local do show.

Logo na saída da rodoviária, já se encontravam as famosas e infalíveis capas de chuva de plástico… já tratei que arrumar uma ali mesmo, foi uma ótima idéia porque tomei MUITA chuva na marginal Tiête (sim, fui a pé!). E isso sem contar os carros que passavam perto da guia só pra jogar água na gente, mas quem liga? Estávamos indo pro show do Madman.

Chegando ao Anhembi, lá eu vou pegar uma p*** fila para retirar o ingresso (dica: só retire o ingresso na bilheteria se realmente seu sedex for ficar MUITO caro, senão é roubada). Você compra ingresso na internet e paga 20 reais de taxa de (in)conveniência pra não pegar fila, certo? Então… enfim… ingresso na mão, criança feliz, fui encontrando uns conhecidos (de outros shows) na fila e lá ficamos, bebendo e escutando o show do Sepultura ainda do lado de fora da arena, como toda cacetada no ouvido que show do Sepultura é, esse não foi diferente… o set list dos caras foi matador (confira abaixo).

Mas o que interessava mesmo era o Ozzy, em sua quarta passagem pelo Brasil, com a turnê do álbum Scream, acompanhado dos músicos Rob “Blasko” Nicholson (Baixo), Tommy Clufetos (Bateria), Adam Wakeman (Teclados) e o grego novato Gus G (Guitarra) que também trabalha com o Firewind.

Eram aproximadamente 30 mil pessoas que o aguardavam, e com uma pontualidade assustadora, a lenda do metal botou os pés no palco as 9h30 assim como programado.  O mesmo entrou saudando o público com um “Let the madness begins!”  e mandou já de cara a musica “Bark on the moon”.

O set list foi sem surpresas, idêntico ao que apresentou em Porto Alegre e nos outros shows da turnê. Logo depois foi a vez de “Let me Hear you Scream”, a única faixa do novo álbum “Scream”, que dá nome a turnê.

Ozzy pareceu estar bem, apesar de apresentar um andar difícil, as costas um pouco curvadas e a voz, apesar de boa, um pouco cansada, mas ainda assim, destruidora.

Perguntando “Sentiram a minha falta?” detonou com a terceira musica da noite “Mr. Crowley”… Tem noção o que é aquele órgão espancando os ouvidos ao vivo? Nessa hora, Ozzy pega uma mangueira (afora os famosos baldes de água) que estava disponível no palco e deixando a galera com espuma até na idéia, manda então “I Don’t know” e “Faires Wear Boots”, que deu o start dos clássicos do Black Sabbath que destruiriam a noite.

Em seguida foi a vez de “Suicide Solucion” e “Road to nowhere” (e aqui a chuva então resolveu apertar de vez e até fez com que o Ozzy soltasse: “It’s fucking rainning!! Let’s GO crazy!! e “Fuck the rain, enjoy the show!”). Problema? Nenhum! Pedido feito, pedido atendido! Foi nesse clima que novamente, mais um clássico do Black Sabbath veio a tona, com a sirene inconfundível de “War Pigs”, que foi cantada em uníssono.

O show segue com “Shot in the dark”, e ao fim dessa música quem assume o palco (e dá um pouco de descanso ao Ozzy) é o novo guitarrista Gus G que mostra toda sua habilidade com solos de guitarra e com uma breve demonstração de “Brasileirinho” … emendando também nessa brincadeira “Rat Salad”, do Black Sabbath.

O que veio em seguida?? “Iron Man” e daí nem preciso falar que a loucura tomou conta do Anhembi… Ver o Ozzy moendo as músicas do Black Sabbath ao vivo não tem preço!!!

Dando sequência a apresentação, era a hora de “I Don’t Want To Change The World” do álbum “No more tears”, e ah, aproveito aqui pra dizer que essa faltou… (apesar de a galera pedir aos berros). E então, pra me consolar, uma das mais esperadas por mim… “Crazy Train” … aquele grito “All abord!!!!” fez até as minhas costelas arrepiarem!

Caminhado já para o final de um noite recheada de clássicos, o Madman dá uma trégua e acaricia os ouvidos dos presentes com “Mama I’m Coming Home” pra depois dar a surra final com “Paranoid”, do Black Sabbath… a casa caiu nessa, e dai penso… acho que dá pra contar isso pros netos, não?

Show terminado, todo mundo encharcado e fedido … mas feliz, e é isso que importa. O prazer de um show do Madman é inexplicável. Que esse senhor de 62 anos ainda viva muito e conserve toda essa energia, batendo palmas, pulando, jogando água no público e que mais ainda, possa nos presentear com outras passagens pelo Brasil. Vida longa ao Ozzy!!!

SET LIST – SEPULTURA

1.Arise
2.Refuse/Resist
3.Dead Embryonic Cells
4.Convicted In Life
5.Choke
6.Seethe
7.Troops Of Doom
8.Septic Schizo
9.Escape To The Void
10.Meaningless Movements
11.Territory
12.Inner Self
13.Roots Bloody Roots

SET LIST  – OZZY

1. Bark at the Moon
2. Let Me Hear You Scream
3. Mr. Crowley
4. I Don’t Know
5. Fairies Wear Boots
6. Suicide Solution
7. Road to Nowhere
8. War Pigs
9. Shot in the Dark
10.Rat Salad
11.Iron Man
12.I Don’t Want to Change the World
13.Crazy Train
14.Mama, I’m Coming Home
15.Paranoid

regiane.avena

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